CDB: Vale a pena Investir?

Tempo de leitura: 7 minutos

Será que vale a pena investir em CDB?

Sim! Há excelentes oportunidades no mercado e para todos os gostos, e…

Não! Se pensarmos em melhor estratégia de investimento.

Importante: não é só rentabilidade que define o melhor ativo. Há riscos, há a questão da liquidez e o principal: se atende ao seu perfil e ao seu objetivo como investidor.

Exemplificando, imagine que você, investidor, adquire um CDB de um banco a uma excelente taxa, mas com vencimento e carência para 5 anos. No meio do caminho surge uma oportunidade imperdível para comprar o imóvel dos seus sonhos. Infelizmente o sonho não se concretizará, pois o CDB escolhido não tem a liquidez necessária.

É por isso que o objetivo deve sempre entrar na conta!

Nesse caso, se você como investidor tinha o interesse em comprar um imóvel ou se estava acumulando recursos para uma eventual e oportuna aquisição de uma casa própria, não poderia de forma alguma optar por uma aplicação com carência longa.

Há muitas situações em que o cliente se empolga com a taxa mais alta e se esquece da liquidez.

Investimento Tradicional

Desde que pensamos em investimentos, o que vem à cabeça é Poupança e CDB.

Não é preciso muito esforço, já está no nosso DNA, herança dos nossos pais que nos levavam ao banco e o gerente, sempre no automático, dizia: poupança ou CDB.

O CDB é um produto de fácil entendimento e meio fora de moda, mas continua sendo um investimento bem interessante.

Hoje há muitas oportunidades arriscadas, simples e complexas de investimentos e o CDB continua com força total.

Mais precisamos entendê-lo antes de pensarmos em investir.

O que é CDB

O CDBCertificado de Depósito Bancário – é um título de renda fixa de crédito privado, emitidos pelos bancos.

Para facilitar a compreensão, investir em CDB é o mesmo que emprestar seu dinheiro para o Banco e receber uma taxa de juros ou remuneração determinada no dia da aplicação.

Sabendo disso, vamos ao que interessa: Taxa e Risco.

Hoje há uma avalanche de produtos financeiros e modinhas que exaltam um determinado investimento. Como você já deve ter escutado várias vezes na mídia, os queridinhos da vez são: Tesouro Direto, como o melhor investimento, e a incrível dupla LCA e LCI, pela isenção do imposto de Renda.

Ok! Podemos até acreditar, mas nem tudo está certo.

E se eu te disser que há CDB’s que pagam mais que os querinhos do mercado? Que pagam mais que o Tesouro Direto e as LCA’s e LCI’s, mesmo estes dois últimos tendo isenção do IR?

Você acreditaria?

Para enriquecer a discussão, ou melhor, piorar a situação, o gerente do seu banco, aproveitando-se dessa mídia, acaba te empurrando um produto que beneficia mais ao banco e a ele próprio do que a você.

Sim! Isso acontece.

Gerentes dependem de comissão e os produtos que mais pagam comissão são os melhores para o banco e não pra você. Parece óbvio, não é?

Nesse artigo, explico mais sobre o CDB, mas você precisa ter senso crítico e olhar tudo a sua volta antes de tomar a decisão correta.

O mercado é dinâmico. Uma aplicação em Tesouro Direto ou LCA pode ser melhor hoje, mas amanhã um CDB poderá ser mais indicado para você. O importante é saber quais as características de um determinado produto estão em linha com a sua estratégia de investimento e com o seu momento de vida, independentemente de qualquer outra opção, dica do gerente ou palpite de um amigo “entendido de finanças”.

Quem decide é você.

Em Busca do Melhor CDB

Para achar o melhor, você terá que deixar de ser refém do seu banco.

Há ótimas oportunidade dentro e fora dele. Atualmente, há CDB’s de bancos médios, pagando excelentes taxas.

E não seja preconceituoso com instituições pequenas. Você, decidindo seu objetivo, deve buscar sempre o melhor retorno.

Mas vem a questão do risco de crédito, o risco do banco quebrar. O que fazer?

Simples. É aí que entra o FGCFundo Garantidor de Crédito.

Não importa o banco – grande ou pequeno – os CDB’s e outros produtos*, contam com essa garantia. Ou seja, em caso de quebra da instituição, o FGC reembolsa os investidores as perdas, limitadas a R$ 250 mil por CPF e por Instituição Financeira.

*Confira os tipos de investimento garantidos pelo FGC clicando aqui.

A Melhor Taxa o Melhor Retorno

Já ouvimos várias vezes que nem tudo que reluz é ouro, certo? Você, então, precisa conhecer outros produtos para se certificar que o CDB é a melhor alternativa para o seu momento e seu objetivo.

Para sabermos se o CDB possui de fato a melhor taxa, precisamos conhecer o CDI e olhar o gráfico abaixo para facilitar a compreensão.

118% CDI x IPCA x Poup (2012 a 2017)
Fonte: Comparador de Fundos – XP Investimentos

Na imagem acima usei como exemplo um CDB que pagava 118% do CDI com vencimento em 5 anos em junho/2012. Nem todo CDB é igual e há diversas opções de prazos e taxas.

Veja que para o mesmo período a poupança deu menos da metade e ficou emparelhada com a inflação, ou seja, se aplicasse na poupança você conseguiria uma correção monetária ao invés de um retorno bem satisfatório se tivesse aplicado nesse CDB.

>Vale ressaltar que estou comparando apenas com Poupança, IPCA e CDI, e há um detalhe importante: a poupança é isenta de IR, enquanto o rendimento do CDB é tributado com alíquota que varia entre 22,5% e 15%, conforme o tempo de aplicação.

Quanto mais longo menor será o imposto. No exemplo acima há incidência de 15% sobre o rendimento.

CDB Pré-Fixado e Pós-Fixado

No mercado há CDB’s Pré-Fixados e Pós-Fixados. Essa nomenclatura é usada para diferenciar o formato da remuneração.

Quando um CDB rende uma taxa de juros fixa e você consegue saver exatamente quanto dinheiro receberá ao final do período contratado, chamamos de Pré-Fixado.

Quando um CDB tem seu rendimento indexado a um índice (DI ou IPCA), chamamos de Pós-Fixado.

A opção de escolha entre eles se faz por uma reflexão: se você acredita no futuro do país e seu crescimento, deve optar, portanto por uma taxa pré-fixada. Em linhas gerais, caso o Brasil prospere economicamente há uma tendência de queda nas taxas de juros e um ativo pré-fixado pagará melhor.

Por outro lado, no quesito risco-país, os ativos pós-fixados são mais seguros, pois não importa o que aconteça com a economia do país os investimentos seguirão a tendência e o investidor estará protegido.

Rentabilidade e Liquidez

As taxas de juros e, consequentemente, as remunerações oferecidas pela instituições que emitem CDB’s dependem também do valor investido. Quanto maior esse valor, mais poder de barganha você terá para pedir taxas mais altas.

Há ainda a questão da liquidez. Há CDB’s que oferecem liquidez diária, ou seja, permitem o resgate a qualquer momento. No entanto, as melhores taxas são obtidas nos CDB’s de longo prazo.

Mãos à Obra

Concluindo, há muitas opções de CDB’s e há “infinitas” opções de investimentos. Para você e seu objetivo sempre haverá o melhor produto.

É como se fosse uma “identidade financeira” na qual só você conhece e sabe o que é melhor pra você.

Mãos à obra e faça o dinheiro trabalhar para você!

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