Hábitos de Investimento: Um guia pra multiplicar seu dinheiro

Tempo de leitura: 11 minutos

Você costuma se preocupar com sua saúde? Faz exames e consulta seu médico regularmente? E da sua saúde financeira, você cuida? Neste artigo eu reuni os principais hábitos de investimento que você precisa conhecer para manter sua saúde financeira em dia!

Os últimos anos têm sido complicados para todos nós. Gasolina subindo, conta de luz subindo… até o tomate subiu.

Você sabia que a meta oficial do governo para a inflação é de 4,5% ao ano?

E, nos últimos dez anos, sabe quando que a inflação esteve abaixo disso? Em 2009!

Veja só a tabela abaixo.

AnoInflação (IPCA)
20074,45%
20085,90%
20094,31%
20105,90%
20116,50%
20125,83%
20135,91%
20146,40%
201510,67%
20166,28%
Fonte: IBGE

Em 2015 a inflação chegou a passar dos dois dígitos (10,67%). E qual a consequência disso para nós?

Subitamente, pelo aumento dos preços, tanto eu quanto você, começamos a nos preocupar com nossos gastos e consumo de modo geral.

Por que, então, não estender essa preocupação para os investimentos?

Quais os melhores hábitos de investimento que precisamos incorporar para conseguir melhorar nossa rentabilidade?

A grande maioria das pessoas continua mantendo seu dinheiro em produtos financeiros que rentabilizam muito pouco, bem abaixo do CDI e até da inflação.

Ela continuam presas ao banco imaginando que seu gerente é um “consultor financeiro” e não entendem que ele é, na verdade, um vendedor dos produtos financeiros mais rentáveis para ele (e não para você)!

Talvez você esteja cometendo esses erros comuns, não por sua culpa, mas por não ter acesso às informações que realmente farão você ganhar dinheiro.

Mudar esse cenário é o primeiro passo para se atingir maiores resultados. Criar novos hábitos de investimento: este é o caminho certo!

Em um ambiente de aumento de impostos e preços, você também terá que se preocupar em rentabilizar melhor seu dinheiro, fruto do seu esforço pessoal. E haja esforço!

Se esse é o seu caso, você pode estar deixando de ganhar dinheiro ou até – na pior das hipóteses – perdendo dinheiro.

Preste atenção no gráfico abaixo:

CDIxIPCAxPoupança (2015 a 2016)
Fonte: Comparador de Fundos – XP Investimentos

O gráfico é constituído da rentabilidade (retorno %) entre janeiro/2015 à dezembro/2016 de três ativos: o CDI, a poupança e a inflação (medida pelo IPCA).

Com esse gráfico fica claro que se você tivesse investido o seu dinheiro na poupança nos dois últimos anos, teria perdido dinheiro, uma vez que a inflação foi maior.

Perceba, então, que se a rentabilidade dos seus investimentos, sejam eles quais forem, continuar próximo à rentabilidade da poupança, você será ultrapassado pela inflação e estará perdendo dinheiro.

Nesse caso usamos como referência a poupança, mas pense em fundos mal administrados e com altas taxas de administração, previdência privada, CDB’s ruins ou produtos financeiros inadequados para o seu perfil.

Todos esses produtos rentabilizam próximo à poupança e dilacerando o seu patrimônio.

Então, você deve estar se perguntando: “onde meus investimentos deveriam estar?”.

A Resposta é simples: acima do CDI (a linha azul escura no gráfico acima).

Para mudar a forma como você lida com dinheiro e investimentos e obter resultados que irão colocar você junto ao CDI, não há outra forma senão a aquisição de conhecimento e a incorporação de hábitos de investimento.

É preciso deixar de lado o conforto proporcionado pelo banco em troca da baixa remuneração que lhe é imposta e as altas taxas que ele lhe cobra.

Tenho certeza que você quer sair dessa distorção perversa, que prejudica seu futuro e suas finanças.

É sua responsabilidade tomar uma atitude e ampliar sua zona de conforto nos investimentos e bastam pequenas mudanças em sua rotina financeira para proporcionar uma grande transformação em suas finanças pessoais.

Somente mudando a maneira com que você lida com seu dinheiro e investimentos fará você alcançar a tão sonhada independência financeira. Para isso, o primeiro passo é superar o CDI, que a partir de agora deve ser a referência para os seus investimentos.

Um dos motivos para se usar o CDI como referência é que, normalmente, ele sempre ganha da inflação.

Vamos ver o gráfico a seguir.

CDIxIPCA (2007 a 2016)
Fonte: Comparador de Fundos – XP Investimentos

Nos últimos dez anos a inflação acumulada foi de aproximadamente 82%! Já o CDI teve rentabilidade acumulada de 183%.

Então, se você não elevou seus rendimentos, permaneceu aplicando em produtos pouco rentáveis e com altos custos você no máximo conseguiu uma correção monetária e não um rendimento real.

Mais do que nunca é hora de se mexer e rentabilizar melhor seus investimentos.

Nem tudo está perdido.

A boa notícia é que você pode deslocar seus investimentos para bem próximo do CDI, de forma simples e baixo risco.

Como resultado elevará os lucros das suas aplicações.

Isso mesmo, escolhendo a aplicação correta, é possível aumentar em muito a rentabilidade dos seus investimentos.

Para isso é necessário mudar!

É importante ter ciência de alguns pontos simples, que começarão a mudar sua vida financeira.

Neste artigo trabalhamos com três desses pontos, que chamarei de “hábitos saudáveis de investimento”.

Vamos a eles:

Hábito #1: Conhecer o Seu Perfil de Investidor

Você aceitaria assumir um pouco mais de risco em seus investimentos para ganhar um pouco mais de dinheiro?

Para responder a essa pergunta é imprescindível conhecer o seu perfil de investidor. Ele é o ponto de partida para escolher qualquer tipo de investimento.

É exatamente por isso que esse é o primeiro dos três hábitos de investimento.

Muitas pessoas já me procuraram pedindo que as ensinasse a investir em ações ou títulos que rentabilizassem melhor suas economias.

Essas pessoas se diziam dispostas a correr um pouco mais de risco. Porém, no primeiro sinal negativo do investimento saíram no prejuízo e ainda falavam mal do produto financeiro recomendado.

O seu gerente provavelmente nunca se preocupou em conhecer o seu perfil de investidor antes de ir logo lhe oferecendo uma previdência privada, um CDB com rentabilidade baixa ou até um título de capitalização (o pior de todos)!

Para investir melhor é fundamental buscar o autoconhecimento como investidor antes de comprar qualquer produto financeiro e começar a investir.

E eu posso lhe garantir que o que você acredita que suporta não reflete seu real perfil.

Várias pessoas me procuram e se dizem preparadas para comprar ações, porém o tempo revela que elas não têm a disciplina necessária para investir nesse tipo de ativo, tampouco estômago para aguentar o sobe e desce dos preços.

Hábito #2: Conhecer Novos Produtos Financeiros

Manter seus recursos seguros na poupança e em produtos financeiros inadequados, não fará você atingir sua independência financeira.

Muito pelo contrário, irá lhe tirar poder de compra!

Provamos isso nos gráficos acima.

O seu gerente lhe dirá que fora do banco você correrá um risco muito grande. Somente investindo dentro do banco você estará seguro. Isso não é verdade.

Exatamente por isso, para conseguir conversar de igual para igual com seu gerente e evitar essas falácias que conhecer novos produtos financeiros é o segundo dos hábitos de investimento.

Esse discurso de que a segurança está no banco só vai te manter mal remunerado e ainda garantirá o cumprimento das metas do banco.

O banco cada vez mais rico. Você cada vez mais pobre.

Não se diversifica mantendo todos os seus investimentos em um único agente financeiro, no caso, seu banco.

Nosso mercado financeiro está repleto de oportunidades para se investir tais como LCI, LCA, debêntures, ações, Tesouro Direto, ETF (fundos de índices) etc.

Hábito #3: Manter um Controle de Risco dos Seus Investimentos

Com seu perfil definido e o conhecimento de novos produtos, vamos ao terceiro dos hábitos de investimento.

Esta na hora hora de adquirir ativos financeiros.

Existem algumas técnicas que são fundamentais para atingir o sucesso e a independência financeira.

E uma dessas técnicas é um bom controle de riscos.

Muito poucos investidores aplicam um controle de riscos em suas carteiras. E quando o fazem acaba não sendo da forma correta.

Em linhas gerais para ter um controle de riscos efetivo o investidor deve se atentar a questões essenciais:

Diversificação de ativos

Diversificar é expor seu capital a diferentes tipos de fatores de risco.

Por exemplo, um investidor que tenha em sua carteira uma LFT e para diversificar tenha adquirido uma LCI não fez nenhuma diversificação.

Ambos os produtos são atrelados diretamente à taxa Selic ou ao mesmo fator de risco. Esse investidor comprou dois ativos que remuneram a uma taxa pós-fixada.
Nesse caso ele deve optar, entre os dois ativos, por aquele que tiver a melhor rentabilidade.

A diversificação ocorre quando o investidor compra ativos atrelados a fatores de risco distintos, como por exemplo, taxas pré-fixada e pós-fixada fazendo um mix entre Selic, índices de inflação, entre outros.

Para diversificar ainda mais o investidor soma à sua carteira, ativos de renda variável, tais como, fundos imobiliários, ações, ETF’s etc. Lembrando sempre de seu perfil.

Para diversificar é preciso conhecer novos horizontes além da mesa do seu gerente do banco, ou seja, aplicar o segundo dos hábitos de investimento (#2: Conhecer Novos Produtos Financeiros)

Composição da Carteira

Alguns investidores serão avessos a tomar mais risco no mercado. Para esses perfis não é aconselhado adicionar renda variável ao patrimônio.

Já outros investidores têm o estômago para aguentar os solavancos econômicos e a variação da parcela destinada a renda variável.

O segredo para eles é o tamanho dessa parcela em relação ao patrimônio total investido.

O que determina o sucesso não é somente escolher os melhores ativos, aqueles mais rentáveis, mas sim qual o percentual do seu patrimônio você irá alocar em tais ativos.

De nada adianta comprar uma ação e ela dobrar de preço em um ano se você adquiriu desse ativo somente 1% de todo seu patrimônio.

Aversão a Perdas

O investidor de sucesso não suporta perdas. O investidor amador sempre acredita que uma posição negativa se reverterá.

Ao contrário da atitude comum em que a maioria aguarda para não sair de uma posição perdedora, o profissional detesta perdas.

O investidor vencedor entende que uma decisão errada, com o tempo, se torna cada vez mais errada.

Portanto, ao adicionar risco a sua carteira, como por exemplo, ações, ou mesmo caso tenha uma aplicação que rentabilize muito abaixo do CDI, não tenha receio de liquidar esses ativos que não seguiram o caminho desejado.

Faça a seleção natural, sugerida nos estudos de Darwin, regularmente em sua carteira.

Se o ativo é bom, compre mais! Se for ruim deixe para outros comprarem.

Conclusão sobre os hábitos de investimento

Nesse artigo falamos de apenas três pontos que levarão você a ter uma rentabilidade melhor.

Ao aumentar sua zona de conforto nos investimentos você não somente aumenta sua rentabilidade como possibilita ao seu patrimônio uma diversificação mais adequada.

Para aumentar sua zona de conforto é preciso sedimentar uma base sólida de conhecimento. Isso fará você investir melhor, de forma mais segura e atingir a estabilidade financeira.

Você enxergará um caminho a percorrer a sua frente. Aproveitará todas as oportunidades que se encaixarem em seu perfil. Essa sensação é indescritível.

Dificilmente você será persuadido e enganado novamente a investir em produtos financeiros com baixa remuneração.

Tudo lhe pareceu um tanto complexo?

Talvez você tenha se assustado…

Isso quer dizer que eu consegui chamar sua atenção e agora você poderá enxergar um caminho diferente.

Ilustrei algumas possibilidades que você teria apenas com mudanças simples na sua vida financeira.

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