A importância da liquidez para seus investimentos

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Quando pensamos em investir, sempre olhamos, ou melhor, apenas olhamos para a rentabilidade, sem nos preocuparmos com outras variáveis, de igual ou maior importância. Uma delas, com certeza é a liquidez.

Dependendo da sua estratégia, a variável liquidez é imprescindível para otimizar seus objetivos financeiros.

Ajustando a liquidez com a estratégia de investimento, você alcançará seus objetivos mais rapidamente.

Mas, o que é liquidez?

Primeiro, precisamos explicar o que significa esse termo.

Já ouvimos muito essa palavra no meio financeiro e sua definição é bem simples:

Liquidez é a ação de transformar um ativo em dinheiro imediato.

Quanto mais rápido você converter uma aplicação, por exemplo, em dinheiro, maior é a liquidez dessa aplicação. Dizemos, então, que é um ativo de alta liquidez.

Inversamente, um imóvel possui baixa liquidez,  já que, dependendo do preço será difícil convertê-lo rapidamente em dinheiro.

A liquidez influencia muito nossos investimentos, tomando a decisão certa, teremos melhores retornos, ou, se tomarmos errada, deixaremos de ganhar mais.

Quantos investidores, por insegurança ou pelo conforto, aplicam 100% do seu dinheiro, em Renda Fixa com liquidez diária ou em situações piores, deixam em conta corrente no banco, que se apropriam e remuneram quase nada?

Há os clientes mais conscientes, que definem uma parte de seus investimentos, para emergência, mas pecam na distribuição correta da sua liquidez. Há casos que optam por 50% do seu montante, em ativos com liquidez diária, não mexem por anos e se tivesse ajustado melhor, teria a mesma opção rendendo muito mais, só com um pequena mudança na escolha do ativo.

Imagine isso ao longo do tempo.

Vale lembrar que no mercado de Renda Fixa, quanto menor a liquidez, melhor é a remuneração. Produtos financeiros – como exemplo CDB, LC, LCA e LCI – com tempo de vencimento mais longo (portanto, baixa liquidez), irão render mais que os de vencimento com prazos mais curtos.

Logo, quando for tomar a decisão de aplicação, defina antes o objetivo, ou seja, qual será a utilização desses recursos antes de decidir no produto que irá aplicar.

Um exemplo pra ajudar…

Por exemplo, pensando em investimentos para a aposentadoria, a escolha deverá recair em ativos com vencimentos longos, pois proporcionarão taxas mais atraentes do que os ativos com vencimentos curtos.

Aquele hábito corriqueiro, de deixar na poupança do banco, ou em conta corrente, é uma perda brutal de dinheiro. Não serve nem para correção monetária.

Com uma pequena mudança na rotina, você pode colocar seu dinheiro em operações, com liquidez diária, rendendo quase o dobro da poupança. Já pensou nisso?

Pensou, mas continua cético?

Sim!

Acredite! Isso existe e está ao alcance de todos.

Mudando as suas regras

Faremos agora uma pequena mudança nas regras impostas no seu inconsciente, talvez herdada por gerações anteriores ou pelas crises passadas.

É simples e será uma pequena mudança nos seus hábitos.

Vamos lá!

Primeiro, todos sabem que a poupança remunera apenas no aniversário, ou seja, a cada 30 dias.

Mas talvez o que a maioria não sabe é que há produtos financeiros que remuneram diariamente, pagando 100% do CDI.

Passando-se os primeiros 30 dias (para ficar isento do IOF) e usando a tabela regressiva de IR (começa em 22,5% e vai até 15% sobre o rendimento), os rendimentos desse tipo de operação continuam bem acima da inflação e da poupança.

Usando um comparativo simples:

A poupança remunerou, em um ano (base: 18/08/2016 a 18/08/2017) em torno de 7,57% ao ano. No mesmo período, o CDI ficou em torno de 12,25%.

Não precisa nem fazer conta, não é?

Outro detalhe importante: a aplicação mencionada anteriormente, possui garantia do FGC de até R$250 mil por emissor.

O que você está esperando para fazer essa mudança?